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Enem terá aplicação digital em 2020

No primeiro ano a aplicação acontecerá em modelo piloto, sendo implantada de forma progressiva e com previsão do Enem Digital estar consolidado em 2026.

Publicado por Érica Caetano em 03 de Julho de 2019 em Notícias

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Estudantes poderão fazer a prova do Enem em computadores a partir de 2020
Estudantes poderão fazer a prova do Enem em computadores a partir de 2020

O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou na manhã desta quarta-feira, 03 de julho, por meio de coletiva de imprensa, que as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão aplicação digital em fase piloto no ano que vem (2020).

De acordo com Weintraub, no primeiro ano a aplicação acontecerá em modelo piloto, sendo implantada de forma progressiva e com previsão do Enem Digital estar consolidado em 2026. Para o Enem 2019 não haverá mudanças.

Para as primeiras aplicações digitais, estas serão opcionais. Sendo assim, os inscritos poderão optar, no ato de inscrição, pela aplicação piloto no modelo digital ou pela tradicional prova em papel. 

No primeiro ano de teste, a previsão é que o modelo digital seja aplicado para 50 mil pessoas em 15 capitais do país.

Confira abaixo as capitais que receberão o Enem Digital em 2020:

•             Belém (PA);
•             Belo Horizonte (MG);
•             Brasília (DF);
•             Campo Grande (MS);
•             Cuiabá (MT);
•             Curitiba (PR);
•             Florianópolis (SC);
•             Goiânia (GO);
•             João Pessoa (PB);
•             Manaus (AM);
•             Porto Alegre (RS);
•             Recife (PE);
•             Rio de Janeiro (RJ);
•             Salvador (BA);
•             São Paulo (SP).

Para o ano que vem, a aplicação continuará sendo feita em dois domingos, nos dias 11 e 18 de outubro de 2020, com os resultados sendo divulgados de forma conjunta. 

Assim, o Enem terá três aplicações: a digital, a regular e a reaplicação. Este último caso é voltado para candidatos prejudicados por algum problema logístico ou de infraestrutura durante a realização da prova digital. Eles terão direito à reaplicação, que ocorrerá em papel.

Economia de papel

O ministro citou na coletiva sobre a economia de papel que o Enem Digital trará, além do ganho para o meio ambiente.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), somente em 2019, mais de 10,2 milhões de provas serão impressas para o Enem.

Os custos da aplicação passam de R$ 500 milhões para os mais de 5 milhões de participantes confirmados na edição, contando com 383 milhões de páginas impressas, mais de 490 mil pessoas nos dias de prova, disponibilidade de mais de 150 mil salas em aproximadamente 1,7 mil cidades. 

A expectativa é que o Enem Digital permita a utilização de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e até a lógica dos games, além da aplicação das provas em mais municípios.

Mudança progressiva

Em 2021, serão realizadas duas aplicações digitais, em datas distintas, agendadas previamente, também opcionais. A edição servirá como aprimoramento do piloto. Permanecem a aplicação regular e a reaplicação em papel.

Entre 2022 e 2025, o Enem Digital continuará sendo aprimorado e avaliado. O objetivo do Inep é promover até quatro aplicações digitais, em datas distintas, com agendamento prévio e ainda opcional para os participantes.

Tudo isso para que em 2026, a versão em papel seja extinta e o exame siga somente em formato digital.

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