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Livros para ler nas férias do ensino médio

Obras cobradas nos Vestibulares e no Enem são uma boa fonte de leitura para o período de férias

Publicado por Lorraine Vilela Campos
Aproveitar as férias para ler os livros que caem no Vestibular e Enem é conciliar estudo e diversão
Aproveitar as férias para ler os livros que caem no Vestibular e Enem é conciliar estudo e diversão

Vai fazer o Enem ou vestibulares e pretende usar as férias escolares para colocar os estudos em dia? Nada melhor do que juntar o útil ao agradável, não é mesmo? Ler diverte, agrega conhecimento e amplia o vocabulário, por isso, uma boa opção é a leitura de livros que são cobrados nas provas. 

Fique por dentro de obras recorrentes no Enem e em Vestibulares e saia na frente dos seus concorrentes!

Contos de Machado de Assis

Machado de Assis é peça recorrente nas provas de Vestibulares e do Enem. Apesar de ser muito conhecido por seus romances, seus contos também são importantes para conhecer mais a escrita deste gênio da literatura. Existem alguns livros com vários de seus contos.

“A Cartomante”, por exemplo, é um conto machadiano bastante conhecido. Originalmente foi publicado no jornal Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro (1884) e depois se juntou a outros contos no livro “Várias Histórias”, em 1896. 

A trama envolve um triângulo amoroso entre Vilela, Rita e Camilo. Inquieta com o relacionamento extraconjugal, Rita procura uma cartomante, mesma ação que seu amante (Camilo) toma após receber cartas anônimas com ameaças sobre a traição. Machado faz uma crítica social em seu texto e prepara um desfecho para refletir. 

Já em “Missa do Galo”, o personagem principal, Nogueira, relembra uma conversa longa que teve com uma mulher mais velha na véspera de Natal. Com tom confessional, o leitor acompanha os relatos do narrador sobre a noite em questão e pode se questionar o que realmente houve naquela casa durante a Missa do Galo. Machado retrata neste conto o casamento de conveniência e a vida de aparências. 

Vidas Secas - Graciliano Ramos (1938)

“Vidas Secas” é uma obra de Graciliano Ramos sobre a vida do retirante nordestino que busca fugir da seca. O livro traz a história do vaqueiro Fabiano, sua família e a cadela Baleia, apresentando ao leitor a realidade do povo do sertão. 

A obra retrata o cotidiano dos personagens de forma real e dolorosa, aproximando o leitor da narrativa, além de abordar os aspectos psicológicos dos humanos e também da cadela Baleia. 

Escrito em terceira pessoa, Graciliano Ramos consegue colocar sua influência voltada para o social ao abordar temas como a detenção do capital por parte do patrão que explora Fabiano.

Editora Record

A Hora da Estrela - Clarice Lispector (1977)

A busca por uma vida melhor é o ponto de partida de “A Hora da Estrela”. Clarice Lispector conta a história de Macabéa, nordestina que parte para o Rio de Janeiro em busca de mudanças. Em sua jornada, a personagem confronta seus sonhos e tem que conviver com as dificuldades da vida real. 

A Hora da Estrela apresenta uma narrativa diferente. A história de Macabéa é contada por outro personagem do livro: Rodrigo, o narrador. O livro mexe com o imaginário do leitor ao descrever muito bem os acontecimentos da obra e ao abordar a personalidade de Macabéa. 

Quarto de Despejo: diário de uma favelada - Carolina Maria de Jesus (1960)

Mulher, negra, mãe solteira, catadora de lixo, moradora da favela, lavadeira e tendo estudado até o segundo ano do ensino fundamental. Esta é Carolina Maria de Jesus, escritora e protagonista do livro “Quarto de Despejo: diário de uma favelada”, obra baseada em seus diários. 

Quarto de Despejo deu voz à Carolina Maria de Jesus – assim como várias mulheres na mesma situação que a sua – trazendo visibilidade para a figura da mulher muitas vezes marginalizada que busca a sua sobrevivência com o duro trabalho e no aproveitamento das sobras dos mais abastados. A obra é um retrato real da vida na favela e do contexto social de que ali reside, com detalhes e sentimentos que só quem conhece tal realidade é capaz de transmitir ao leitor. 

Editora Ática

Capitães da Areia - Jorge Amado (1937)

A obra de Jorge Amado retrata a vida de um grupo de meninos de rua de Salvador, conhecidos como “Capitães da Areia”. Os meninos Pedro Bala, Sem-Pernas, Gato, Professor, Pirulito, Boa-Vida e João Grande realizam furtos para sobreviverem. A narração é em terceira pessoa e onisciente, possibilitando ao leitor compreender os sentimentos e sonhos de cada um dos personagens. 

Jorge Amado busca mostrar que, apesar de sobreviverem à margem da sociedade, os Capitães da Areia têm os mesmos desejos, medos e expectativas de qualquer outra pessoa, trazendo personagens capazes de despertar a empatia no leitor. A obra mostra os efeitos que a falta de oportunidade podem causar na vida de crianças. 

Dois Irmãos - Milton Hatoum (2000)

A obra de Milton Hatoum traz com trama central a rivalidade entre os irmãos gêmeos Omar e Yaqub. Omar é o filho preferido de Zana, enquanto Yakub é negligenciado pela mãe e recebe os cuidados da jovem empregada Domingas, índia submissa que nutre certa devoção aos patrões por ter tido na função de empregada doméstica na saída do orfanato.

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A história é narrada pelo filho de Domingas, Nael, a partir do que sua mãe lhe contava sobre a família, além do que ouvia de Halim, pai dos gêmeos. O leitor encontra em “Dois Irmãos” uma trama composta por conflitos familiares, tabus, acontecimentos importantes como a Segunda Guerra Mundial e a Ditadura Militar

Um ponto fundamental na obra é a maneira como o manauara Milton Hatoum descreve Manaus (cidade que se ocupa a importância de personagem), possibilitando que a capital do Amazonas seja conhecida por leitores do mundo todo (já que a obra foi traduzida para diversos idiomas). 

Iracema - José de Alencar (1865)

Em “Iracema”, José de Alencar trabalha o chamado “mito de origem”, dando ao leitor uma explicação fictícia para a origem do povo brasileiro. Iracema é uma índia, filha do pajé Araquém, pertencente à tribo dos Tabajara e, ao proteger a floresta, acerta com uma flecha o português Martim. Se sentindo culpada pelo que fez, a jovem leva o rapaz para o local onde mora para cuidar de seu ferimento. Os dois se apaixonam e vivem um amor proibido, já que Iracema deveria permanecer virgem. 

O mito de origem é retratado no filho de Iracema e Martim, o pequeno Moacir, criança que representa o primeiro “brasileiro”, fruto da miscigenação. Além de referência no Indianismo, movimento dentro do Romantismo, Iracema representa um marco para a identidade do estado do Ceará, território que abriga o cenário paradisíaco da obra de José de Alencar. 

Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto (1954 - 1955)

“Morte e Vida Severina” traz em forma de poema a trajetória de Severino, retirante nordestino que deixa o sertão pernambucano e vai rumo ao litoral na busca por uma vida melhor. Pelo caminho, o protagonista se depara com a morte – física e do ponto de vista social – de diferentes maneiras, mas encontra esperança no fim de sua jornada ao presenciar um nascimento. 

Severino é a chamada alegoria, personagem que representa uma parcela da população e é utilizado para abordar um determinado tema. Em Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto constrói um protagonista que não tem personalidade própria, que se considera mais um retirante entre tantos. O auto foi o gênero escolhido pelo autor para dar musicalidade à leitura e aproximar a narrativa da oralidade. 

Memórias de um sargento de milícias - Manual Antônio de Almeida (1854)

“Memórias de um sargento de milícias” conta a história de Leonardo, filho de imigrantes portugueses que foi expulso de casa após a traição de sua mãe. O protagonista foi criado pelos padrinhos e cresceu no Rio de Janeiro do século XIX. Leonardo sempre se envolveu em confusões e sua malandragem é retratada ao longo da narrativa, sempre com um tom humorístico. 

Diferente das demais fases do Romantismo, “Memórias de um sargento de milícias” é uma narrativa que se encaixa no chamado romance urbano, conta com linguagem coloquial, foge da idealização romântica, não se pauta no moralismo e tem como ponto forte a figura do anti-herói (Leonardo). Relações amorosas, corrupção, ascensão social e conflitos estão entre os temas recorrentes. 

Sagarana - Guimarães Rosa (1946)

“Sagarana” é uma coletânea de nove contos ambientados no sertão de Minas Gerais. A obra de Guimarães Rosa se assemelha a chamada contação de “causos” e aborda diferentes narrativas em cada uma das histórias escritas pelo autor. O escritor apresenta ao público temas que trazem aspectos da mitologia de diferentes povos; das fábulas; das sátiras e do regionalismo do povo sertanejo.

Contos

  • A volta do marido pródigo (Traços biográficos de Lalino Salãthiel): releitura da passagem bíblica do filho pródigo, Lalino Salãthiel abandona sua mulher e vai ao Rio de Janeiro em busca de aventuras. Ao voltar à sua cidade e encontrar a ex-esposa casada com outro, Laio (como era mais conhecido) usa de sua malandragem para recuperar a companheira. 

  • Conversa de bois: Com tom de fábula, os bois são os responsáveis pelos diálogos reflexivos e ações determinantes deste conto. Ao refletirem sobre a vida dos personagens da história, os animais tomam uma decisão. 

Além dos contos acima, Sagarana traz O burrinho pedrês, Sarapalha, Duelo, Minha gente, São Marcos, Corpo fechado, A hora e a vez de Augusto Matraga

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