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Suspeita de fraude no Enem 2013 em MG é investigada pela Polícia Federal

Inep informou que está acompanhando, juntamente com a PF, os desdobramentos da Operação Hemostase e que as investigações devem ocorrer com todo rigor necessário.

Publicado por Érica Caetano em 20 de Dezembro de 2013 em Notícias

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Uma quadrilha apontada por fraudar processos seletivos para Medicina em Minas Gerais é investigada numa operação realizada pela Polícia Civil do estado em questão por ser suspeita de ter fraudado as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013. Segundo dados das investigações até o momento, o bando agiu na cidade de Barbacena, situada na região central do estado. A ação era feita com a venda de gabaritos aos candidatos por valores que podiam variar de R$ 70 a R$ 100 mil. Teriam sido repassados os dados das questões do caderno amarelo do Exame. A investigação agora está sendo realizada pela Polícia Federal.

A Polícia Civil levantou que os membros do grupo agiam da seguinte forma: os integrantes da quadrilha chamados de “pilotos” faziam o teste, como forma de garantir o índice de acerto das questões de 75%, e deixaram os locais de prova rapidamente. Logo depois eles forneciam o gabarito aos chefes da organização, que contatava os candidatos via SMS ou ponto eletrônico para repassar o conteúdo.

A operação intitulada de Hemostase indiciou 36 pessoas por estas estarem envolvidas em fraudes no vestibular de Medicina em instituições de ensino particulares mineiras e fluminenses. Segundo o delegado de Caratinga, que presidiu o inquérito, Fernando José Barbosa Lima, quando houve a constatação da possível fraude no Enem, o caso foi repassado a Polícia Federal imediatamente, e a mesma deverá dar prosseguimento às investigações.

Em nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) , responsável pelo Enem, informou que "está acompanhando, juntamente com a Polícia Federal, os desdobramentos da Operação Hemostase, deflagrada no início de dezembro pela Polícia Civil de Minas Gerais. Até o momento, de acordo com a Polícia Federal, não existe qualquer elemento que indique, mesmo de forma pontual, que qualquer candidato tenha sido beneficiado".
O Inep reforçou ainda que as investigações devem ocorrer com todo rigor necessário. Conforme prevê o edital do exame, os candidatos identificados, que tiverem utilizado aparelhos eletrônicos durante as provas, serão eliminados".
O Enem 2013 foi aplicado em mais de 1,1 mil cidades brasileiras. Mais de 5 milhões de candidatos fizeram o exame. A prova está sendo corrigida e a divulgação do resultado está prevista para janeiro.

*com informações da Agência Brasil

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