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Fies: 35 mil vagas deixam de ser preenchidas na 1ª edição de 2017

Ministério da Educação e faculdades divergem sobre os motivos da ociosidade de vaga

Publicado por Silvia Tancredi em 01 de Junho de 2017 em Notícias

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Programa que financia graduações em instituições particulares, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fechou o primeiro semestre de 2017 sem preencher 35 mil vagas de um total de 150 mil contratos oferecidos em janeiro deste ano. 

Na mesma edição do Fies do ano passado, foram disponibilizados 250 mil financiamentos. Contudo, somente 59% das vagas foram utilizadas. 

Comparação vagas Fies 2016/1 e Fies 2017/2


Segundo o Ministério da Educação (MEC), a ocupação das vagas ofertadas no Fies nos processos seletivos depende de vários fatores, dentre os quais:

- Realização da inscrição, validação e finalização do cadastro realizado pelo estudante no Sisfies;
- Desistência do candidato (aprovação em outro processo seletivo, valor do financiamento, entre outros);
- Preenchimento e comprovação dos requisitos, validados pela CPSA, necessários para formalização dos contratos;
- Não comprovação de documentação e ou de declaração de renda per capita bruta familiar conforme os normativos do Programa;
- Rejeição do financiamento por parte do Banco, entre outros.

O diretor da Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), Solon Caldas, aponta outros motivos. De acordo o diretor, sobram contratos porque as exigências estabelecidas pelo MEC são muito rigorosas. 

Solon afirma que “o aluno nunca consegue financiar 100% da mensalidade, 60% das vagas são para os cursos prioritários (engenharias, saúde e licenciaturas) e aqueles com a renda exigida no Fies não conseguem a nota mínima requerida no Enem”.

Cursos

De acordo com levantamento da Abmes, os estudantes fazem mais financiamentos nos cursos mais tradicionais como Medicina,Administração, Direito, Engenharia Civil, Psicologia, Enfermagem, entre outros. Carreiras de licenciatura, como Matemática e História, por exemplo, oferecem muitas vagas, mas são muito procurados por estudantes. 

Por outro lado, o MEC afirma que não há como verificar se há mais ou menos procura de contratos por curso. “O Fies envolve prova de documentação, portanto, um curso pode ter sido muito procurado, mas teve vaga ociosa porque a pessoa não conseguiu comprovar para entrar nos critérios estabelecidos por lei”, explica.

O programa 

O Fies foi criado em 1999. Atualmente, o governo prioriza a oferta de financiamentos em cursos das áreas de Engenharias, Saúde e Formação de Professores e em cursos que têm maiores notas nos conceitos de avaliação do MEC. 

Podem participar do programa estudantes que participaram de uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2010 e que atingiram média igual ou superior a 450 pontos, sem zerar a redação. Além disso, é necessário ter renda per capita de até três salários mínimos (R$ 2.811).

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