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Curso a distância ou semipresencial?

Muitos estudantes enganam-se ao pensar que no curso a distância ou semipresencial não é necessário sair de casa durante a sua realização

Publicado por Érica Caetano em Ensino a distância

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Considerados uma modalidade não presencial, os cursos EaD não são feitos prioritariamente em casa.
Considerados uma modalidade não presencial, os cursos EaD não são feitos prioritariamente em casa.

Com o objetivo de dar uma oportunidade para realização de um curso superior àqueles que não possuem tempo e recursos financeiros para arcar com as despesas de um curso de graduação no formato tradicional, ou seja, presencialmente, os cursos na modalidade ensino a distância, conhecidos também como EaD, tornaram-se bastante comuns e muito procurados nos últimos anos por grande parte dos jovens e até mesmo por adultos que já concluíram o Ensino Médio. Grande parte das pessoas que procuram os cursos EaD está entre a faixa etária dos 18 a 30 anos.

Também é cada vez mais comum encontrar dentro dos processos seletivos vagas e oportunidades destinadas a esse formato. A gama de cursos ofertados vem crescendo com a criação de especialidades em novas áreas e com o reconhecimento desses cursos pelo Ministério da Educação (MEC) para que o diploma ao final da graduação a distância esteja resguardado e tenha validade perante os órgãos de educação.

Mas o que muita gente ainda não sabe, e até mesmo se confunde nessa modalidade de curso, é o que diz respeito à forma de presença e à dinâmica que envolve o EaD. Para muitos, essa modalidade tem como principal característica não sair de casa durante toda a sua duração, que também é menor do que a de um curso de graduação tradicional, variando de um ano e meio a três anos.

Para esclarecer todas as dúvidas, primeiramente é importante saber a definição de curso a distância. De acordo com a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), curso a distância ou EaD refere-se à modalidade de educação em que as atividades de ensino-aprendizagem são desenvolvidas majoritariamente sem que alunos e professores estejam presentes no mesmo lugar e na mesma hora, ou seja, no ensino a distância, não é o aluno que vai até a escola, mas a escola que vai até o aluno. 

Na verdade, esse é o principal pilar de trabalho da modalidade EaD: eliminar barreiras que possam existir e que dificultem o acesso à educação, como dificuldade de locomoção, em caso de regiões remotas que não possuem ainda atendimento de instituições que ofertem cursos no formato tradicional, pouca disponibilidade de tempo e de condições socioeconômicas para a realização de deslocamentos diários para as aulas, entre outros perfis. Além disso, essa modalidade de ensino também possibilita a aproximação na relação entre o professor e o aluno, já que ela ocorre de forma mais individualizada. 

Como saber se o curso EaD é reconhecido pelo MEC? Veja aqui!

Uma questão que gera dúvidas em quem pretende ingressar nesse formato de graduação refere-se à forma como ele é ministrado. Grande parte das pessoas pensa da seguinte forma: se o EaD é conhecido por ser ministrado a distância, logo não é necessário se dirigir a nenhuma instituição presencialmente, certo? Em partes sim, mas ao contrário do que a maioria pensa, não é bem assim que as aulas funcionam durante todo o curso. 

Geralmente, o estudante que faz um curso EaD tem aulas através de computadores, além de reforço por meio de materiais impressos e, às vezes, até transmissões de TV. Também são oferecidos conteúdos via fitas de áudio ou vídeo. 

Além disso, há outra questão nesses cursos que poucos sabem. Apesar de serem oferecidos a distância, qualquer curso EaD precisa ser constituído de 20% de aproveitamento de forma presencial. Esse percentual de aproveitamento pode ser exigido através de atividades práticas laboratoriais, sistemas de teleconferências e até estágios. 

Há também diferenças no modelo de ensino, que varia de modelo interativo e 100% a distância ou modelo semipresencial. No primeiro e mais tradicional, as aulas são todas basicamente a distância, tendo apenas algumas atividades, como a aplicação de provas, para serem realizadas presencialmente. Saem-se melhor nesse modelo pessoas autodidatas e compromissadas com o curso, já que todas as responsabilidades, desde assistir as aulas a compreendê-las, ficam por conta do estudante.

Já no modelo semipresencial, parte das aulas é oferecida a distância e outra parte é ministrada em um polo de apoio da instituição de forma presencial. As aulas podem acontecer de uma a duas vezes na semana ou podem ser ainda mais sazonais, ocorrendo de forma quinzenal ou até mensalmente. 

O que deve ficar claro é que mesmo sendo considerados uma modalidade de estudo não presencial, os cursos EaD não são para serem feitos prioritariamente em casa. Há atividades complementares e extracurriculares que precisam ser realizadas presencialmente para que a conclusão e o aproveitamento sejam realizados com êxito. Independentemente de qual seja o modelo de EaD escolhido, ele ainda é a melhor alternativa para aqueles estudantes com dificuldades 

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