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Redação do Enem: regras e critérios para correção

Mesmo com regras criteriosas, correção da redação do Enem vem gerando polêmica entre os estudantes.

Publicado por Wanja Borges em Enem

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Redação do Enem é corrigida por dois corretores e, se necessário, encaminhada para um terceiro
Redação do Enem é corrigida por dois corretores e, se necessário, encaminhada para um terceiro

Uma das partes mais temidas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a redação é causa, todos os anos, da ansiedade e aflição dos estudantes. Primeiro em razão do tema, que é sempre uma incógnita. Em segundo lugar, pelas regras e critérios de correção, que mesmo sendo bastante criteriosa, vem gerando polêmica pelas divergências e discrepâncias constatadas nas últimas edições. 

Em face disso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vem aprimorando, a cada edição, o método de correção da prova discursiva do Exame. Conforme previsto no Edital, atualmente, a redação é corrigida por dois corretores, de forma independente, sendo que cada um deles fica responsável por atribuir uma nota entre zero e 200 para cada uma das cinco competências estabelecidas.

Se uma diferença significativa de 200 pontos entre as duas notas ou de 80 pontos por competência for constatada, a redação é encaminhada, ainda, para um terceiro corretor. Caso a discrepância permaneça, um novo recurso de ofício, nome dado a essa nova correção, é realizado e o texto é conduzido para uma banca avaliadora composta por três corretores, que atribuirão uma nova nota final ao participante.  

Competências como o domínio da norma padrão da língua escrita, a organização das informações em defesa de um ponto de vista e a elaboração de uma proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos, são algumas das avaliadas pelos corretores. A demonstração de domínio da argumentação e a compreensão da proposta de redação e desenvolvimento do tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo também são outros pontos analisados. 

Se o estudante não conseguir compreender a proposta de redação, não atender o tipo textual determinado e obtiver nota zero nesta competência, ele automaticamente terá sua prova anulada. Além disso, em casos de redação em branco, texto com até sete linhas, reprodução dos textos das coletâneas na íntegra e sem citação, desenhos e outras formas propositais de anulação, as provas serão zeradas na mesma hora. 

Para isso, cerca de seis mil corretores, formados em Letras e com experiências na área, são contratados anualmente por meio da indicação de reitores de universidades públicas. Em um mês, eles se responsabilizam pela correção de mais de quatro milhões de textos, recebendo R$ 2,35 por cada redação. Treinamentos presenciais e a distância, além de testes, são realizados por 100 dias para avaliar a qualidade da correção de cada profissional que, se não for constatada, resulta em dispensa do revisor.   

Todo esse processo, coordenado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), da Universidade Federal de Brasília (UnB), é adotado para evitar a interposição de recursos e, consequentemente, a morosidade nas correções e na divulgação do resultado final. Entretanto, ainda assim, inúmeros estudantes entram na justiça para questionar a nota estabelecida, alternativa burocrática e nem sempre certa. A única certeza é que, a cada ano, mais preparada e criteriosa a banca está, por isso, mãos à obra e boa sorte. 

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