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Novo acordo ortográfico no vestibular e Enem

Novas regras podem ser cobradas em questões objetivas, discursivas e na redação

Publicado por Érica Caetano em Dicas

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O novo acordo ortográfico será obrigatório a partir de janeiro de 2016
O novo acordo ortográfico será obrigatório a partir de janeiro de 2016

Esse acento ainda é usado naquela palavra? O trema realmente deixou de existir? E o acentro circunflexo nos plurais de ver e vir, saíram mesmo? Agora escrevemos micro-ondas desse jeito? Quando mesmo que se usa o hífen?

As questões acima costumam mexer com a cabeça de estudantes depois que o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa foi estabelecido, em 2009. Mas, para se dar bem nos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é necessário sanar essas dúvidas. Mais: é preciso saber aplicar as novas regras na prática. E como estudar? De que maneira as novas exigências podem aparecer nas provas?

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O novo acordo ortográfico, estabelecido a partir de 1º de janeiro de 2009, visa promover a unificação ortográfica dos países que têm o Português como língua oficial: Cabo Verde, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Portugal. 
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Confira as principais mudanças:

Regras Exemplos

Acento circunflexo deixa de existir nestas situações:

1)Formas verbais paroxítonas que possuem o “e” tônico fechado em hiato;
2)Na vogal tônica fechada (^) em “o” nas paroxítonas, precedidas ou não de “s”.

1) Creem/veem/leem

2) Enjoo/perdoo/vo

Acentos em paroxítonas saem nestes casos:

1) Palavras com ditongos abertos “éi” e “ói”;
2) Palavras com “i” e “u” tônicos.

1) Colmeia, estreia, geleia, ideia, jiboia, heroico, plateia, joia, apoio, etc;

2) Feiura, baiuca, bocaiuva e cauila.

Hífen deixa de ser usado quando:

1)Prefixo termina em vogal diferente da do segundo elemento;
2)Nas formações em que o prefixo termina em vogal e o segundo termo começa com r ou s; 
3)Nos prefixos super, hiper, inter, quando o segundo elemento começar com consoante diferente de r ou por vogal.

Veja quando o hífen é utilizado

1) aeroespacial, coautor, coedição, infraestrutura, autoescola...

2) minissaia, infrassom, microssistema, contrarregra...

3) antipedagógico, autopeça, seminovo, microcomputador, coprodução, geopolítica, etc.

Acento diferencial cai em alguns pares

Para/para (verbo e preposição)
Pelo (substantivo e preposição)

Alfabeto passa a ter 26 letras 
K, W e Y foram reintegradas

Trema não é utilizado mais

Tranquilo, bilíngue, linguiça, cinquenta, etc

 

A reforma ortográfica entra em vigor a partir de 2016. Isso significa que até esse prazo as duas formas de escrever ainda são aceitas. Para Liliane Negrão, professora de Gramática e Redação há 16 anos e atualmente no Colégio Oficina do Estudante, de Campinas, de todas as preocupações que os alunos devem ter, a acentuação deve ser a menor delas, justamente por ainda serem aceitas as duas regras. 

Redação

Contudo, segundo ressalta a professora, no caso da redação, é preciso ter cautela na construção do texto. “Se o estudante começou a produção baseado nas novas regras, não deve mudar no meio do texto para as antigas. É preciso ter coerência”, recomenda. 

Confira as novas regras da Reforma Ortográfica

Para Liliane, os pontos mais importantes do acordo ortográfico são aqueles em que a queda do acento ou qualquer outra mudança das novas regras alteram o sentido de uma frase, tornando-a ambígua. Ela cita o exemplo da frase “Jesus para o Brasil”, na qual não se sabe se a palavra “para” refere-se à terceira pessoa do presente do verbo parar ou à preposição para. Explicação: antes da reforma, usava-se o acento agudo no verbo (pára). 

Como fixar as novas regras?

Leitura e escrita sempre. Essa é a dica de Liliana. Ela acredita que, quanto mais o aluno lê, quanto mais ele pratica e, principalmente, quanto mais ele escreve, mais fácil assimilará essas novas regras. Desse modo, segundo ela, o processo passa a ficar mais natural, mais simples.

A professora de Língua Portuguesa aconselha, ainda, que os alunos escrevam, reescrevam, treinem e tentem entender as novas exigências. “Com esse processo, ficará mais fácil para eles. Passa a ser muito mais natural quando eles entendem os porquês das mudanças e não as decoram mecanicamente”, explica. 

Em tempo: as novas regras costumam ser cobradas de forma prática, seja nas questões objetivas e discursivas, seja na redação. Então, se a prática leva à perfeição, aproveite para fazer exercícios de gramática, exercícios de redação e simulados do Enem

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